Mitologia e práticas alimentares do povo-de-santo e Orixás: uma ponte entre a história da alimentação e o estudo das religiões.

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Autor: Ana Paula Nadalini

O objetivo desse trabalho é unir duas áreas de pesquisa, a história da alimentação e o estudo das religiões. Por um lado, o Candomblé serve como núcleo da pesquisa. É a partir dele que vai se observar a tradição oral, resgatada através de entrevistas realizadas em terreiros da cidade de Curitiba.  Por outro lado, porém, a história da alimentação também desempenha este papel central, pois, é à luz das suas idéias que o Candomblé será analisado.

A alimentação, inserida num sistema religioso, segue regras pré-determinadas e é carregada de simbolismos. Para o estudo do Candomblé, é preciso ter duas preocupações básicas, a primeira com a relação dos Orixás e a comida, e a segunda com o povo-de-santo e seus hábitos alimentares. E o que une estas duas vertentes é a mitologia, em cujas histórias, gostos e desgostos das divindades são descobertos.

Para o levantamento da memória do povo-de-santo, sobre a sua relação com a comida e com os deuses, utiliza-se os métodos da história oral. Não se pode perder de vista que a relação destacada acima é amarrada pelas oferendas e sacrifícios, rituais cujo conteúdo é domínio da história da alimentação. Portanto, o estudo se concentra em entender quais comidas cada filho-se-santo come ou não come e por quê e quais alimentos são oferecidos a cada Orixá.

 

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